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sexta-feira, 28 de maio de 2010

The Queen's History: Dead or Alive?

Diga-me com sinceridade: o que é estar vivo?
Pergunta dificil, mesmo para mim, com meus sabe-se lá quantos anos de vida... ou seria existencia? Saberia diferenciar as duas coisas? diferença?
Se você é daqueles que acredita que viver é muito mais do que respirar, há uma diferença incomensurável. Dirá que viver tem a ver com amar. Talvez até relacione as duas coisas diretamente: "se amar é viver, vivo porque te amo". Pra mim, tão ridículo que quase me faz rir.
Talvez você diga que manter seu coração batendo é o suficiente para estar vivo. Que enquanto suas células estiverem trabalhando, enquanto seu corpo estiver recebendo oxigênio e que seus órgãos vitais estejam em funcionamento, há vida. E então eu lhe pergunto novamente: o que é estar vivo?
E quanto a morte? Se seu coração parar de bater será o suficiente para que esteja morto? Para que deixe de existir?
Particularmente, eu acredito que não. Vida e morte estão sempre ligadas, como em uma balança... e não há balanças de um prato só.
Existem pessoas que quase morrem todos os dias, o tempo todo. Pessoas que quase não respiram mais... e se dizem vivas, tão vivas quanto qualquer outra. Pessoas que realmente desejam a vida, mesmo que o universo conspire para o contrário... e mesmo quando seus corpos não passam de corpos, ainda estão vivas no coração e na memória daqueles com quem compartilharam momentos (bons e ruins).
Do outro lado da balança estão aqueles que já nascem mortos. Aqueles que são mais como fantasmas, perturbados e melancólicos. Não há interesse algum pela vida e mesmo que houvesse não seria o suficiente. São apenas corpos aleatoriamente posicionados, esperando o fim... e quando o fim chega, a única mudança perceptiva ocorre nas células, que não trabalham mais. São tomados pelo silencio absoluto e são engolidos pela escuridão. Não são lembrados, lamentados... é como se nunca tivessem existido.
Não sei me definir, afinal, não sei o que sou. Viva ou morta, conheço muito mais do que sou capaz de relatar e ainda desconheço a questão mais básica de todas: o que é estar vivo?
Talvez eu descubra, um dia... e talvez então possa viver ou morrer, definitivamente. A questão é... quão viva ou quão morta eu desejaria estar?

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Hey ppl!
Eu não tomo jeito, né xD
Soooorry! =(
Espero que gostem e comentem *-*

beijos mil ~

quarta-feira, 26 de maio de 2010

The Queen's History: Forever

Há algo que eu ainda não contei e imagino que você esteja um tanto quanto curioso. O que eu quero dizer quando digo que sou imortal?
Exatamente isso. Eu não posso morrer. Existe uma parte de mim que não é mais humana. No começo, a proposta parecia tentadora. Era tudo que eu queria: viver com ele para sempre. Ser feliz para sempre.
Mas para sempre é realmente muito tempo. Tudo começa a ficar cansativo. Houve a inquietação antes da imortalidade chegar. O calor e a tensão das batalhas. A euforia da vitória... e depois, o tédio.
Não sei como Dante conseguiu se tornar imortal. Talvez eu nunca chegue a saber, da mesma forma que talvez nunca saiba a razão de ele ter escolhido a mim para partilhar esta "dádiva". Na época realmente pareceu, porém hoje me soa muito mais como um fardo.
É dificil conviver com a idéia de não poder amar novamente. Sim, porque mesmo que você não acredite nisso, eu realmente amei Dante... e por ironia, talvez, ele é o único que ficará comigo para sempre. Justo ele, a quem eu devo tudo e a quem não desejo mais.
Eu até partilharia minha imortalidade com alguém... se soubesse como fazê-lo. É claro que Dante jamais me ensinaria. Ele correria riscos enormes. Sou melhor em combate. Sou mais inteligente. Mais ágil. Mais silenciosa do que uma sombra. Se eu soubesse como adiquirir a imortalidade, é claro que descobriria como tirá-la de alguém.
E eu faria isso. Eu o amei profundamente e tudo que ele me deu em troca foi um fardo. Um exército. Um mundo inteiro de horror e desespero.
Se me arrependo? É claro que não. Gosto demais do poder para cogitar a idéia de deixá-lo de lado. Eu não gosto da solidão. Detesto ver os dias passando, pessoas nascendo e morrendo sem mudar nada em minha vida. Continuo do jeito que sou há não sei mais quanto tempo: veloz, eficaz, extraordinariamente forte e incrivelmente bela. E nada disso faz com que eu me sinta menos só.
Gostaria de ter alguém com quem dividir essa exepriencia incrível. Alguém de verdade. Já tentei fazer de Dante meu companheiro e não um rei. Mas ele nunca será nada além disso. Apesar de saber que o mundo só lhe pertence graças a mim, ele me vê da mesma forma que vê as pessoas comuns. Mortais.
Mortais têm a chance de serem felizes, mesmo no mundo de desgraça que construímos. Apaixonam-se, fazem promessas (e quebram-nas com a mesma facilidade que as fazem), constroem uma família, talvez um lar. E depois, simplesmente morrem.
Eu não consigo imaginar como seria morrer. Certamente, é algo que eu não saberei, até entender como eu me tornei quem eu sou.
O segredo da imortalidade é a chave para o inverso. Saber como se faz alguém imortal é saber como se desfaz. Viver ou morrer, realmente é tudo relacionado a ele.

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É, mais séculos sem posts. Eu peço desculpas. =(
Espero que gostem!

beijos mil ~